Síndrome de Evans

O Que é?

A Síndrome do anticorpo antifosfolipídeo também é conhecida como Síndrome de Evans e foi primeiro relatada em 1951.  É uma doença rara com um quadro de sintomas bem amplo, o que dificulta o seu diagnóstico. Ocorre quando o corpo produz um anticorpo que ataca o fosfolipídio contido na membrana celular. Esse fosfolipídio é responsável por controlar o que entra e sai da célula. Sem esse controle a célula perde nutrientes e se destrói.

Pode ser classificada em primária, quando anticorpos contra os fosfolipídios de membrana celular surgem sem nenhuma doença que possa ter causado a sua produção. Talvez por fatores genéticos. Já a SAF secundária surge em conseqüência de outra doença como Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e outras colagenoses, dentre as quais o anticoagulante ou inibidor lúpico (IL). Além disso, a SAF pode ser secundária a neoplasias (linfoma, leucemias), a doenças infecciosas (virais e bacterianas) ou ao uso de drogas (clorpromazina).  

Quais São os Possíveis Sintomas?

O quadro de sintomas dessa doença se apresenta muito grande o que torna ainda mais difícil o seu diagnóstico. A maioria dos casos se apresentam em indivíduos com idade superior a 50 anos. Mulheres caucasianas são a maioria diagnosticada com essa doença, chegando de 85 à 90% dos casos. Nesses casos os sintomas são caracterizados por um elevado número abortos em fetos aparentemente normais, ou até mesmo mais de um nascimento pré-maturo. Acrescido de um ou mais episódios de Trombose vascular podendo ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo o AVC isquêmico a maneira mais comum. Esse episódio pode ocorrer nas veias superficiais, mas em 1/3 dos casos pode gerar embolia pulmonar. Erupções e úlceras cutâneas e gangrena dos dedos também são fatores que apontam episódios de trombose vascular.

Tratamento

Nesse caso não existe uma medicação fixa que atinja a doença como um todo. A descoberta dela relativamente cedo permite a administração de remédios para evitar o aparecimento de novos episódios de trombose vascular. Após esse episódio ser controlado, vão sendo administradas novas medicações e o estado de saúde do paciente é monitorado de perto para evitar um novo. Os pacientes do sexo feminino que possuem essa enfermidade e querem engravidar, precisam de um acompanhamento detalhado do período gestacional, com exames de sangue regulares, medicações especiais e ultra sonografias mais frequentes para monitorar a saúde do feto e a saúde da mãe para evitar o aborto, comum nos seus sintomas. Essa é uma das doenças auto imunes que já estão sendo tratadas através do sangue do cordão umbilical retirado assim que o feto nasce. Apesar de ser uma técnica que ainda precisa evoluir mais, ela já está trazendo benefícios para as pessoas com doenças que necessitam de tratamentos especiais.

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