Bócio Nodular

O sal pode ser um dos maiores inimigos do ser humano e por isso diversos avisos e campanhas da mídia para o consumo moderado. Tanto que são comuns os alertas dos médicos quanto aos danos ao coração, provocados pelo excesso de ingestão de sal.Por outro lado, a carência no consumo dessa substância que é usada continuamente para realçar o sabor dos alimentos é expressamente prejudicial à saúde. A ausência do iodo no sangue em taxas normais pode causar deformidades como o bócio nodular, doença na qual a glândula tiróide se desenvolve irregularmente.

Algo importante a se ressaltar é que não se trata da ingestão de sal pura e de maneira simples, mas do sal como mineral, que pode ser achado na água, vegetais e até na carne de animais. A baixa concentração de iodo em algumas regiões do planeta fazem com que a bócio nodular ocorra constantemente em países Bálcãs, por exemplo,em que crianças e adultos sofrem deste problema. Podemos citar ainda como casos de tal doença os países Albânia, Romênia e Croácia.É importante desfazer alguns mitos sobre este assunto quando se fala sobre carência de sal. Em primeiro local, o bócio nodular pode ter causa genética, sendo encontrado em muitos membros de uma mesma família mesmo que não haja carência de iodo.

Bócio Nodular

A segunda consideração importante é que não basta apenas consumir sal, mas sal iodado. No Brasil todo o sal comercializado precisa ser iodado, por lei. Essa é a principal causa dos casos de anormalidades de tiróide em muitos países da África, já que não houve um controle e, consequentemente, várias famílias passaram anos com ausência de iodo na alimentação.Embora grande parte dos casos seja constatada apenas com o avanço da doença, o bócio nodular pode ser diagnosticado com exames simples, como a inspeção cervical por um médico, ou uma ultrassonografia. Casos de nódulos malignos são pouco comuns, representando apenas 10% dos casos.Durante vários anos a cirurgia de tiróide foi a forma mais recorrente de tratamento da doença. No final da década de 1980 médicos europeus passaram a realizar tratamentos com iodo radioativo.

Em outras palavras, tratava-se de rádio terapia. Apesar dos bons resultados, este tratamento comprometia o corpo todo do paciente. Nos casos de pacientes idosos, havia a vantagem de não submetê-los a cirurgias, porém, como todos sabem radioterapias são tratamentos vários desgastantes.Nos últimos anos cientistas de todo o mundo passaram a aplicar menores doses de radioiodo, de forma localizada. Este tratamento se mostrou menos nocivo aos pacientes idosos e obteve bons resultados, onde a glândula desenvolvida é reduzida aos poucos. Com um ano de tratamento o nódulo apresenta redução média de 60% e, em três ou quatro anos a glândula já apresenta tamanho normal.

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